sábado, 14 de julho de 2012

Vermeer, de Wislawa Szymborska


Do site do Poesia Ilimitada, de Portugal, e traduzido por Ana Kalewska, Beata Cieszynska e Teresa Swiatkiewicz, um poema de Wislawa Szymborska (1923-2012), Nobel de Literatura de 1996.


VERMEER


Enquanto aquela mulher do Rijksmuseum,
em quietude pintada e concentração, 
dia após dia, não verter o leite 
do jarro para a vasilha,
o Mundo não merece 
o fim do mundo. 

2 comentários:

  1. Porém, o leite já está sendo vertido... :-)

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    1. Sim, mas depois de 300 anos ainda há leite a verter. Acho que duramos mais um pouco...

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