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Mostrando postagens com o rótulo Cinema: Woody Allen

Homem Irracional (2015), de Woody Allen

O último filme de Woody Allen tem algo de irônico: o Homem irracional é justamente um professor universitário de filosofia cético e depressivo - Abe (Joaquin Phoenix). Suas aulas são recheadas de Kant, Sartre, Kierkegaad e, claro, para segurar o rojão, doses cavalares de whisky. A aluna Jill (Emma Stone), apesar de estar namorando um outro estudante, fica imediatamente atraída pelo professor, que se mostra resistente às investidas. O momento chave está num restaurante, quando Abe e Jill escutam uma pobre mãe aflita com a possibilidade de perder a guarda do filho para o ex-marido. A culpa seria do detestável juiz Spangler (Tom Kemp). Um sujeito capaz de estragar o mundo à sua volta.  A irracionalidade surge quando ele se atribui a missão de um Raskolnikov, fazendo justiça com as próprias mãos. Ao decidir por essa trilha, encontra uma razão de viver e seu mundo passa a ser colorido: finalmente se entrega a Jill , passa a ver graça nas coisas, volta à vida social, e...

Magia ao Luar, de Woody Allen

Colin Firth é o escolhido para fazer Woody Allen - Stanley Crawford ou Wei Ling Soo, um "mestre chinês" ilusionista. Um velho amigo, também mágico, pede sua ajuda: Crawford é conhecido por desmascarar mediuns picaretas por toda a Europa. Desta vez, porém, terá de enfrentar Sophie Baker (Emma Stone) e sua mãe, hospedadas na residência dos multimilionários Catledge.  Brice Catledge está apaixonado por Sophie, e passa os dias tocando e compondo músicas de amor insuportavelmente chatas e cafonas - cada aparição do mancebo rende risos na plateia. Stanley não esconde sua rabugice e má-vontade para com a moça - um certo desprezo. Um racionalista absoluto - claro, caricatural - com uma confiança inabalável em seu intelecto. Evidentemente, as coisas não serão tão fáceis assim - e é previsível o que acontece entre eles... e seu cérebro acaba capitulando diante de Sophie. Até que ponto o sujeito acredita no que vê ou no que quer? O final, claro, se dá numa rápida guinada, e...

Blue Jasmine (2013), de Woody Allen

Sim, a Biblioteca não perde um Woody Allen, mesmo quando ele não está atuando. Para muitos - não concordo - este é o melhor dos mundos: um filme de, e sem, Woody Allen. Woody Allen interrompe seu tour europeu - Londres, Barcelona, Paris, Roma - continua devendo um pulo por estas bandas (eu pagaria para fazer uma ponta) e volta para os Estados Unidos, mas agora sem que NY seja sua estrela. Na verdade, a história se passa em San Francisco, com flashbacks novaiorquinos.   Novamente, um grande elenco. Cate Blanchett é Jasmine; Alec Baldwin faz o papel de Hal, um milionário picareta, que aplica um grande golpe (lembre-se de 2008). Mas o que incomodou Jasmine não foi isso, mas as puladas de cerca do marido.  Nova pobre, com a prisão (e suicídio) do marido, Jasmine vai buscar abrigo no outro lado do país, na casa da irmã cafona e pobretona, Ginger (Sally Hawkins). Na única chance que teve de melhorar de vida (o ex-marido ganhou um prêmio) caiu na besteira de...

Em Roma com Woody Allen

Conseguimos assistir na estreia, aqui em Belo Horizonte, de Para Roma com Amor. Este é um filme mais engraçado que Meia-Noite em Paris, a começar com a presença, no elenco, do próprio Woody Allen,  um produtor musical recém-aposentado. Ele e a mulher chegam a Roma para encontrar sua filha, Hayley, e conhecer a família de seu noivo Michelangelo, cujo pai, Giancarlo, é dono de uma funerária e é um grande tenor (o ator, Fabio Armiliato, é de fato um tenor) que só consegue atuar debaixo do chuveiro. A conexão entre sua aposentadoria e a possibilidade de agenciar um dono de funerária atormenta não apenas ele, mas é analisada pela mulher psicanalista. Roberto Benigni, é um sujeito "classe média de Roma" (como o narrador do filme, o guarda de trânsito, faz questão de frisar). De repente, do nada, vira uma celebridade, e todos querem saber desde o café da manhã até o tipo de cueca. As modelos e atrizes mais estonteantes querem estar com ele. No final do filme, en...