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Mostrando postagens com o rótulo Portugal: Lisboa

Lisboa

Terminando a série sobre Portugal... ficamos no hotel Lisboa Plaza, na Travessa do Salitre, próximo à bela e sofisticada Avenida da Liberdade. Caminhando poucos minutos, chega-se à Praça dos Restauradores e ao Rossio. Daí, pega-se a rua do Carmo, bem à direita, e duzentos metros depois, chegamos à famosa Rua Garrett. Duas livrarias: a famosa Bertrand do Chiado, na Garrett, e a bem menor mas igualmente interessante Ferin, na Rua do Carmo, logo abaixo dos Armazéns do Chiado. É claro que não se poderia deixar de visitar o café A Brasileira, com sua estátua do Fernando Pessoa e seus pastéis de nata (só em Belém se pode usar a denominação "pastel de Belém"). Dela saem algumas ruas que vão em direção ao Tejo: Na mesma Garrett, um pequeno refúgio, com alguns bons restaurantes. Os táxis são muito baratos. De Belém para o hotel não gastamos oito euros, o que, sob o sol do verão a 40 graus, é um alento. Demos um outro pulo para lá, para comer um pastel de Belém ...

Lisboa - Parque das Nações

A Lisboa contemporânea está no Parque das Nações, região da cidade que sediou a Expo 98. O moderno complexo, próximo à estação de metrô Oriente, tem um shopping centre (Vasco da Gama), a torre Vasco da Gama - o edifício mais alto da cidade - e o Oceanário como pontos principais.  No Parque das Nações, vemos a mão de Santiago Calatrava. É dele o projeto da estação do Oriente. É torcer para que o projeto de revitalização do Porto do Rio saia realmente do papel,   para as Olimpíadas de 2016, com sua participação no tal Museu do Amanhã.  Um teleférico nos conduz por cerca de 1000 m, saindo do Oceanário e chegando à torre. Vê-se o rio Tejo e a ponte Vasco da Gama, além de todo o conjunto urbano. Abaixo, aproximamo-nos da torre. No Oceanário, somos recebidos pelo simpático Vasco: O Oceanário de Lisboa já é uma referência em termos mundiais. Tubarões, pinguins, peixes tropicais. Muitos restaurantes no complexo, mas preferimos almoçar no próprio Oce...

Lisboa: Torre de Belém

Colocado agora entre o Museu da Marinha e o Museu dos Coches, entre alguns meios de navegar nas águas e outros de ser transportados em terra, o viajante decide ir à Torre de Belém. Um poeta disse, em hora de rima fácil e desencanto pátrio, que só isso fazemos bem, torres de Belém. O viajante não é da mesma opinião. Viajou bastante para saber que muitas outras coisas fizemos bem feitas, e agora mesmo vem de ver as abóbadas dos Jerónimos. Fez de conta Carlos Queirós que não as viu, ou desforrou-se na torre da dificuldade de encontrar rima coerente para o mosteiro. Em todo o caso não vê o viajante que utilidade militar poderia ter esta obra de joalharia, com o seu maravilhoso varandim virado ao Tejo,  lugar de mais excelência para assistir a desfiles náuticos do que para orientar as alças dos canhões. Saramago, Viagem a Portugal, p. 359. Saindo do Mosteiro, partimos para o almoço na Cervejaria Portugália, em frente ao Padrão dos Descobrimentos - que admiramos almoçando. O restaur...

Lisboa - Mosteiro dos Jerônimos

O viajante vem para a rua, é um viajante perdido. Aonde irá? Que lugares irá visitar? Que outros deixará de lado, por sua deliberação ou impossibilidade de ver tudo e falar de tudo?E que é ver tudo? Tão legítimo seria atravessar o jardim e ir ver os barcos no rio como entrar no Mosteiro dos Jerônimos. Ou então, nada disto, ficar apenas sentado no banco ou sobre a relva, a gozar o esplêndido e luminoso Sol. Diz-se que barco parado não faz viagem. Pois não, mas prepara-se para ela. O viajante enche de bom ar o peito, como quem levanta as velas a apanhar o vento do largo, e ruma para os Jerónimos. Saramago, Viagem a Portugal, p. 357. No nosso caso, partimos da Praça Figueira, ao lado do Rossio, para pegarmos o elétrico 15, que nos deixou em frente ao Mosteiro. Um bonde que, para nosso azar, não tinha ventilação - sem ar condicionado e com todas as janelas hermeticamente fechadas, sob uma temperatura de quase 40 graus. Sair e entrar no Mosteiro foi quase uma experiência extrasensorial...

Lisboa - Castelo de São Jorge

Até agora não falou o viajante do castelo dito de S. Jorge. Visto cá de baixo a vegetação quase o esconde. Fortaleza de tantas e tão remotas lutas, desde romanos, visigodos e mouros, hoje mais parece um parque. O viajante duvida se o preferiria assim. Tem na memória a grandeza de Marialva e Monsanto, formidáveis ruínas, e aqui, apesar dos restauros, que num princípio reintegrariam a fortaleza na sua recordação castrense, acaba por ter significado maior o pavão branco que se passeia, o cisne que voga no fosso. O miradouro faz esquecer o castelo. Nem parece que naquela porta morreu entalado Martim Moniz. É sempre assim: sacrifica-se um homem pelo jardim dos outros. Saramago, Viagem a Portugal, p. 364-5. Saramago fala de Martim Moniz; segundo a lenda, ele se sacrificou, colocando o seu corpo no vão de uma das portas do castelo. Evidentemente, morreu esmagado, mas seu ato permitiu que os portugueses chegassem a tempo e, com a porta aberta, invadissem o castelo. Trata-de de uma ant...