Mais novo, sempre lia algum autor russo nos escaldantes meses de verão do Rio. Todos podiam estar se dissolvendo à minha volta, mas havia um certo consolo em ler alguma história passada numa São Petersburgo ou numa Moscou - para não falar de algum ponto esquecido na Sibéria - congelada pelo tal General Inverno. No final de semana anterior ao Natal, finalmente leio Noites brancas, um daqueles livros que conhecemos antes mesmo de termos lido. Entre duas excelentes opções disponíveis para o leitor brasileiro, fiquei com a edição da Companhia Penguin, com a tradução de Rubens Figueiredo (um luxo, aliás, termos agora que escolher qual das boas edições da 34 ou da Companhia das Letras). O problema de traduzir do russo não foi exclusivo do Brasil. Carpeaux já reclamava: Dostoievski apareceu aos europeus ao lado de Turgeniev e Tolstoi; e nada mais natural do que a confusão entre eles: as traduções medíocres e pouco exatas não permitiram descobrir a imensa diferença dos es...
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