Não costumo colocar o mesmo autor duas semanas consecutivas, mas Pierre Mejlak gentilmente cedeu à Biblioteca este seu conto - aqui, traduzido por ninguém menos que valter hugo mãe. Inclinei-me, colocando as mãos por sobre os olhos, como toldando o sol, e murmurei-lhe, “Fui vê-la, pai. Fui vê-la.” *** A última vez que o visitei, ele não parecia tão bem. A minha irmã mais nova tinha acabado de sair e, como de hábito, ela insitira muito sobre o ele estar a piorar. Achei que devia manter as coisas agradáveis, por isso perguntei-lhe sobre as mulheres que o marcaram. Foi como acabamos a falar sobre a mulher espanhola. Ele costumava gostar de falar sobre as mulheres que conheceu. Parecia que assim esquecia a dor, os seus olhos brilhavam e subitamente focavam. Porque desde que adoeceu e foi levado para o hospital, as mulheres que amou durante toda a vida tornaram-se para ele um álbum de fotografias que nunca se cansou de percorrer. E sob cada fotografia estavam mai...
Livros, filmes, livros sobre filmes, filmes sobre livros.