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Mostrando postagens com o rótulo História

1942 - O Brasil e sua guerra quase esquecida, de João Barone

1942: o Brasil e sua guerra quase desconhecida João Barone Nova Fronteira, 2013 284 p. O grande mérito deste comemorado livro do baterista dos Paralamas, João Barone - um estudioso não-acadêmico da Segunda Guerra - é o de trazer ao grande público informações e narrativas em geral encontradas em livros mais, digamos, formais e acadêmicos. Não se veja nisso uma crítica. Sempre defendi que uma das razões pelas quais lemos pouco da história do Brasil é por não termos um número expressivo de seus divulgadores, e sim, de teses e dissertações que, se mais precisas e analíticas, certamente são de leitura mais restrita.  Uma série de personagens, mais ou menos conhecidos - alguns, especificamente os praças, apenas conhecidos nos círculos de ex-combatentes - é apresentada. E episódios como o treinamento dos brasileiros: Os novos equipamentos dos americanos não chegavam em quantidade suficiente para treinar o efetivo da FEB, problema que se estendeu de janeiro até julh...

1565 - Enquanto o Brasil nascia, de Pedro Doria

1565: enquanto o Brasil nascia Pedro Doria Editora Nova Fronteira 280 p. Por que o Rio de Janeiro foi fundado? Como se desenvolveu?  A ideia de Pedro Doria é que Rio e São Paulo, por mais diferentes que pareçam, devem sua existência uma à outra. Trata-se de uma história do "Brasil sul", aquele abaixo de Salvador.  O Rio foi comandado pela família Sá: Mem, Estácio, Salvador, Martim e Salvador (o moço); quatro gerações de uma mesma família. E Pedro Doria enxerga nesse início de vida muito do que viria a caracterizar a cidade - para o bem e para o mal. A Casa de Pedra - Cari Oca, ou Casa de Branco, como chamavam os índios, no Flamengo (na verdade, a vilazinha Henriville, fundada pelos franceses). Da mesma forma, lemos sobre a mudança da cidade, da Urca (Vila Velha, entre o Cara de Cão e o Pão de Açúcar) para a Nova, no Morro do Castelo - aquele que séculos mais tarde seria posto abaixo. Por que morro do Castelo? E o que tem a ver com isso a primeir...

O chapéu de Vermeer, de Timothy Brook

O chapéu de Vermeer Timothy Brook Record, 2012 Tradução: Maria Beatriz de Medina 278 p. O que um pintor conhecido pelos belos quadros reproduzindo os interiores dos lares e das famílias holandesas tem a nos dizer a respeito da primeira onda da globalização, no século XVII? E sobre a China da dinastia Ming? O canadense Timothy Brook é professor de História da China na Universidade de Oxford escreve um livro de história, um livro sobre a expansão europeia e a busca (sim, desde o século XVI) pelo eldorado chinês. E usa como fio condutor de seu trabalho cinco quadros de Vermeer, um de van der Burch, outro de Leonaert Bramer e um prato do Museu Lambert van Meerten, em Delft. Na única paisagem ao ar livre que produziu, Vista de Delft, vemos o porto fluvial e os escritórios e armazéns da VOC, a mitológica Companhia das Índias Orientais, a primeira grande sociedade anônima, fundada em 1602 e extinta em 1800. Para Proust, era o quadro mais belo do mundo. Ofici...

A Virada, de Stephen Greenblatt

Li pelo Kindle. Esse livro deve sair no Brasil em 2012, pela Companhia das Letras, como A Virada . Stephen Greenblatt é conhecido como o autor de livros sobre Shakespeare ( Como Shakespeare se tornou Shakespeare ). Um livro de “não ficção” como só os americanos (e ingleses) sabem escrever, e que nos prende a atenção como se estivéssemos lendo um romance dos bons. No início do século XV, depois de séculos sofrendo de fome, guerras e peste, a Europa Ocidental tentava respirar. Os humanistas iniciavam as buscas pelos originais gregos e latinos que se perderam durante a Idade Média. Greenblatt conta a história de Poggio Bracciolini, secretário papal (numa época em que os papas eram assassinados ou depostos), e sua busca pelas bibliotecas dos mosteiros na Alemanha e na Suíça de rolos de pergaminho perdidos. Em 1417, no sul da Alemanha, provavelmente em Fulda, descobriu o poema Da Natureza das Coisas (De Rerum Natura) de Lucrécio, discípulo de Demócrito e de Epicuro. Este texto...