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O Menino que vendia palavras

No domingo, com as crianças, no Espaço Oi Futuro, em Belo Horizonte, assistimos à peça O Menino que Vendia Palavras, dirigida por Cristina Moura e com Eduardo Moscovis, baseado no premiado livro de Ignácio de Loyola Brandão. Com produção caprichada e bom elenco, assistimos à história de um menino que tinha orgulho do pai, que considerava o mais inteligente do mundo, que sabia de tudo. Seus amigos o invejavam, e sempre que queriam saber o significado de uma palavra, recorriam ao pai do menino. Até que um dia ele resolve “cobrar” pelos significados – troco o significado de gorgolão por uma fotografia de um navio de guerra, pantomina por um chiclete e por aí vai.  E vimos também a decepção do menino ao descobrir o óbvio - que ninguém sabe tudo, nem mesmo seu idolatrado pai... Na peça, as crianças perguntam o significado de outras palavras que lhes dessem na telha. Ao final, elas são convidadas ao palco para ler livros infantis. Livro e peça feitos para crianças, tratadas com...

Um Violinista no Telhado

  No feriado, assistimos com as crianças à mais nova montagem da dupla Charles Möeller e Cláudio Botelho, em cartaz desde maio no Rio: o  musical, de Joseph Stein e baseado em contos de Scholem Aleichem ( Tevye e suas Filhas ). Nos últimos anos,  uma série de produções da Broadway passou a ser montadas por aqui, sempre pela dupla, demonstrando não apenas a existência de público como também de atores e demais profissionais de alta qualidade. Anatevka é um shtetl fictício - os shtetls eram vilarejos predominantemente judeus espalhados pela Europa Oriental, principalmente na Rússia, Bielo-Russia (não consigo escrever Belarus), Polônia e Ucrânia, até o início da Segunda Guerra, quando foram dizimados. Lá vive Tevye, o leiteiro, interpretado por José Mayer, sua família e vizinhos. Tenta desesperadamente manter as tradições judaicas das ameaças cada vez mais próximas do mundo que o cerca. Personagens como a casamenteira, o rabino, o mendigo, o açougueiro, não poderiam ...