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Mostrando postagens com o rótulo João Cabral de Mello Neto

Sevilha

Já nada resta do Arenal de que contou Lope de Vega. A Torre do Ouro é sem ouro senão na cúpula amarela. Já não mais as frotas das Índias, e esta hoje se diz América; nem a multidão de mercado que se armava chegando elas. Já Rinconte e Cortadilho dormem no cárcere dos clássicos e é ponte mesmo, de concreto, a antiga Ponte de Barcos. Urbanizaram num Passeo o formigueiro que antes era; só, do outro lado do rio, ainda Triana e suas janelas. (João Cabral de Mello Neto)