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Mostrando postagens com o rótulo Mia Couto

Mia Couto finalista do Man Booker International Prize

Mia Couto está entre os finalistas do Man Booker International Prize. A lista de 10 escritores foi anunciada hoje na Cidade do Cabo, África do Sul. Além do moçambicano, inclui o argentino César Aira, a libanesa Hoda Barakat, Maryse Condé, de Guadalupe,  Fanny Howe, dos Estados Unidos, o líbio Ibrahim Al-Koni, o húngaro László Krasznahorkai, o congolês Alain Mabanckou, a sul-africana Marlene van Niekerk e o indiano Amitav Gosh. Mia Couto será o próximo Nobel de Literatura de língua portuguesa. Krasznahorkai (já separei alguns livros dele para breve) está há muitos anos na lista de favoritos.

Mia Couto e o Prêmio Camões 2013

Mia Couto foi anunciado o ganhador do Prêmio Camões de 2013. Além do prêmio, o mais importante da língua portuguesa, criado em 1989 por Portugal e Brasil, Mia Couto recebe com isso 100 mil euros. O anúncio da premiação para Mia Couto foi feito na tarde desta segunda no Palácio Gustavo Capanema, no centro do Rio. O júri que o escolheu foi composto por Clara Crabbé Rocha e José Carlos Vasconcelos, de Portugal; Alcir Pécora e Alberto Costa e Silva, do Brasil; João Paulo Borges Coelho, de Moçambique; e José Eduardo Agualusa, de Angola. Segundo a Fundação Biblioteca Nacional, responsável no Brasil pela premiação, a decisão foi unânime. Em nota, a FBN destacou o romance "Terra Sonâmbula" como "um dos dez melhores livros africanos do século 20". O jurado Agualusa destacou nos livros do colega a "criatividade linguística inspirada no falar das populações mais pobres de Moçambique" .

Conto da semana - Mia Couto

O conto da semana é do escritor moçambicano Mia Couto, de quem ainda não li nenhum romance. Não por falta de opção no mercado brasileiro. Aqui, um curtíssimo conto – O Assalto - que dá o título ao livro da editora portuguesa Padrões Culturais, de 2009.  A Chris recebeu o texto de uma colega. São as vantagens da Internet. Aqui, temos um assalto diferente. Uns desses dias fui assaltado. Foi num virar de esquina, num desses becos onde o escuro se aferrolha com chave preta. Nem decifrei o vulto: só vi, em rebrilho fugaz, a arma em sua mão. Já eu pensava fora do pensamento: eis-me! A pistola foi-me justaposta no peito, a mostrar-me que a morte é um cão que obedece antes mesmo de se lhe ter assobiado.  Tudo se embrulhava em apuros e eu fazia contas à vida. O medo é uma faca que corta com o cabo e não com a lâmina. A gente empunha a faca e, quanto maior a força de pulso, mais nos cortamos.  —  Para trás! Obedeci à ordem, tropeçando até me estancar de encontro ...