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Mostrando postagens com o rótulo Literatura: Holanda

Nas Montanhas da Holanda, de Cees Nooteboom

Cees Nooteboom é o pseudônimo de Cornelis Johannes Jacobus Maria (1933), nome que lembra os contemporâneos de Vermeer. Bastante badalado na Europa, integra o grupo dos eternos favoritos - e até agora, despeitadamente preteridos - ao Nobel de Literatura. Nunca li nada dele até este momento, quando concluo a edição em espanhol pelo Kindle daquele que é considerado o seu melhor trabalho: Nas Montanhas da Holanda. Alfonso Tiburón de Mendoza é um inspetor de estradas em Zaragoza que viveu, na juventude, na Holanda - país que apenas lembra um outro, real, chamado Holanda. Nos meses de agosto, passa os dias nas salas de aula de uma escola fechada (férias escolares na Europa) e se põe a escrever. Não é lá um grande escritor; ninguém lê o que escreve; não vende quase nada... nem sua esposa e seu filho o levam a sério. Nas Montanhas da Holanda, que eu saiba ainda não publicado no Brasil, conta a história de um sujeito (Alfonso) contando uma história. Neste aspecto, trata-se de um ro...

Mark Boog

Do  Poesia Ilimitada,  um poema do holandês Mark Boog (1970). A tradução é de Maria Leonor Raven-Gomes. TEMPO Não conseguimos enxergar onde estamos, mas sobre esse assunto lemos livros - helicópteros que não levantam voo. Podemos modificar o tempo: por palavras, em nada, no presente, nas nossas cabeças. Tempo, leitor, é teoria que nos suporta. Desapareceram palavras onde nós estávamos, brancas figuras humanas na fita preta da máquina de escrever. Marcados, continuamos. Rastejando pelos montes do tempo que nos impedem a vista, enferrujando nos sifões do tempo: sumiram-se palavras! A fita, a paisagem, a máquina: desfiguramo-las. Resta-nos o prazer da serrazina, o descanso do marcado a ferro e a monumental  fuga em metáforas, em lúcida incompreensão.