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Mostrando postagens com o rótulo Advogados

Advogados nada Ilustres - Pierre Pathelin

A farsa mais duradoura da literatura francesa, Maistre Pierre Pathelin, foi representada pela primeira vez por volta de 1464, repetindo-se até 1872. Pathelin é um pobre advogado faminto de casos. Convence um negociante de fazendas a vender-lhe seis varas de pano, e convida-o para jantar naquela noite a fim de receber o pagamento. Quando o comerciante chega, Pathelin está de cama ardendo em fingida febre, e afirma nada saber a respeito das varas ou do jantar. O comerciante sai indignado, encontra o pastor de seu rebanho, acusa-o secretamente de dispor de vários carneiros e convoca-o perante um juiz. O pastor procura um advogado barato e encontra Pathelin, que o aconselha a fingir de idiota e a responder a todas as perguntas com o bé do carneiro. O juiz, iludido com os bés e atrapalhado pela mistura de queixas do comerciante tanto contra o pastor como contra o advogado, proporciona à França uma frase célebre ao pedir a todas as partes: Revenons à ces moutons – Voltemos a esses carne...

Um conselho de Richard de Bury

O conhecimento das leis positivas, dada a dificuldade de sua compreensão, pode conduzir a um resultado contrário àquele que perseguiu e, amiúde, pode suceder que em vez de solucionar os pleitos, os prolonga indefinidamente, o que acaba acarretando uma ansiedade desenfreada nos homens. No entanto, reconhecemos que estas leis foram estabelecidas por príncipes e jurisconsultos piedosos. Mas como a ciência dos adversários é a mesma, como o poder de argumentação tem em ambas as partes o mesmo valor e o espírito humano se inclina para o mal, aqueles que exercem essa profissão acabam por se inclinar a enredar os pleitos em vez de liquidá-los, e para isso fazem interpretações distorcidas dos textos legais durante os julgamentos, lançando mão de detestáveis artifícios absolutamente discordantes do pensamento do legislador. Por isso, e apesar do amor que professamos aos livros desde nossa infância – amor este que nos prendeu com tal paixão que todo nosso afã sempre se encaminhou para a ...

Advogados nada ilustres - Ferreira Sodré

Famílias compravam papéis de empresas recém criadas, muitas delas fantasmas e que jamais foram de fato constituídas (mas nem todas; a Companhia de Construções Civis foi responsável pela urbanização de Copacabana), dando como pagamento fazendas e títulos da dívida pública. Esta foi, inclusive, a grande participação de Ferreira Sodré, advogado criado pelo Visconde, e que: Não carregava, porém, nome lá muito puro. Pródigo e, solteiro embora, precisando sempre de dinheiro, que espalhava a rodo pelo corrido de parasitas e admiradores de que vivia cercado, exercia a advocacia administrativa com todo o desfaçamento e tanto mais proveito, quanto os ministros conheciam o seu inestimável valor e préstimo nos dias de apuros, interpelações e crises. Não à toa, Ferreira Sodré tinha seu lema: “não procurem fazer os outros melhores do que são – Deus os criou assim, a culpa é Dele”. Assim, não devemos nos surpreender quando Costa Bretas o procura em seu escritório, no Rio, para a montagem de u...