O Estudante de Coimbra Guilherme Centazzi Editorial Planeta 318 p. Nasci no Algarve, donde se vê que devo ser grulha, e falador: isto ponho eu já aqui para que os leitores saibam com quem se metem, e depois se não queixem das digressões e moralidades a que sou sujeito, e de que por mais que faça nunca posso mondar de todo o que escrevo: sou pois algarvio, isto é, filho lá das terras que estão mais ao sul de Portugal, formando certa província com a alcunha de reino, que pela natureza do seu clima poderia produzir muitos gêneros de ambas as Índias, se bem governados tivéssemos tido a ventura de ver prosperar a nossa indústria, e se do ouro do Brasil nos não tivesse metido nos ossos a mania de ser ricos sem trabalhar, assemelhando-nos aos campos sem cultura aonde só medram plantas estéreis. (p. 27) Um prazer para poucos. É (deve ser) descobrir uma obra há muito esquecida. Foi o que Pedro Almeida Vieira fez com este romance de 1840, de Guilherme Centazzi (1808-1875). ...
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