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Mostrando postagens com o rótulo Julian Barnes

The noise of time, de Julian Barnes

Ser um heroi é muito mais fácil que ser um covarde. Para ser um heroi, basta um momento de bravura... Mas ser um covarde exige uma carreira que dura uma vida antecipando a próxima ocasião de desculpas, de adulação servil, de tremor ... A "carreira" da covardia de Shostakovich começa em 1936, quando seu Lady Macbeth do distrito de Mtsensk , a partir do conto de Leskov . O Pravda fez severas críticas, o que significa dizer, claro, que Stalin detestou a composição. Além disso, disse que a música não era soviética, mas voltada para "atender aos gostos depravados dos ouvidos burgueses" - aquela mania de tentar recriar o mundo, tão cara aos comunistas. Isso era o suficiente para acabar com a carreira de um artista, metafórica e literalmente. Era o auge do Grande Terror, e Dmitri estava pronto a receber em sua casa a temida visita dos agentes da NKVD (que depois se tornaria a KGB), que o levariam, de pijama,  para um lugar de onde provavel...

The Sense of an Ending, de Julian Barnes

Random House 2011 144 p. What you end up remembering isn't always the same as what you have witnessed. O livro acaba de levar o Man Booker Prize 2011. Barnes já havia integrado quatro shortlists e agora, finalmente, recebe o mais importante prêmio literário inglês. Li pelo Kindle, e a Editora Rocco ainda não definiu a data da edição brasileira. History is that certainty produced at the point where the imperfections of memory meet the inadequancies of documentation. Tony Webster inicia falando de sua juventude, com seus amigos Alex e Colin. Um grupo mediano, “comum”. Na escola conheceu Adrian Finn, um sujeito de classe social bem mais elevada, além de mais inteligente que seus colegas; alguém que já havia lido Camus e discutia abertamente nas aulas de literatura com uma superioridade que impressionava a todos. Nesta época, todos se chocam com o suicídio de Robson, que havia engravidado a namorada – “ Sorry, mum”. Mas eles crescem, cada um vai para seu ...