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Mostrando postagens com o rótulo Literatura: Suíça (francês)

Conto da semana, de Bernard Comment

Bernard Comment (1960) é o autor do conto da semana, Um filho, que integra a edição de 2013 da BEF. O suíço traduziu para o francês diversas obras de Antonio Tabucchi.  Neste conto, somos apresentados ao narrador, que está às voltas com o funeral de seu pai, de quem nunca foi próximo, pelo contrário: ao longo da narrativa, há um permanente estranhamento em relação a tudo que lhe diga respeito. Não são agradáveis as lembranças de sua infância. - a vontade de sua mãe em ter um filho (ele) acabou por matá-la ainda muito jovem - poucos meses depois, estava grávida. Seu presente, seu destino. O narrador, por exemplo, quer ler jornal - a parte de esportes, de política - mas acha que irá pegar mal estar no funeral com um jornal no bolso. Por alguma razão, me lembrou o estrangeiro de Camus... As páginas são repletas desses pensamentos - a "ação" do conto - mas há também a intervenção do tabelião, que está lá para organizar tudo, inclusive a distribuição dos bens. O a...

Conto da Semana, de Noelle Revaz

A suíça Noelle Revaz (1968) é a autora do conto da semana. e está na BEF 2012 (e a Biblioteca já entrou na contagem regressiva para o lançamento, em outubro, da edição de 2013 da antologia organizada por Aleksandar Hemon). Em As Crianças, que pode ser lido, em inglês,  aqui,  somos levados a um orfanato. A história é narrada por uma das crianças, que vivem na casa azul. Inicialmente, parece que o casal Morceau está avisando suas crianças de um pequeno e trivial atraso. Há uma greve de trabalhadores e ninguém irá vê-las. Pode ir ao jardim, mas não atravessem o portão; não comam nos quartos, se não tivermos chegado até a hora da ceia, comam o cereal.  Estou abandonando vocês, e isso me faz sentir culpada. Liguem-me a cada meia hora. E partem. Aos poucos, a real situação das crianças vai se agravando. O casal não retorna. No dia seguinte, um telefonema. É a Madame Morceau: desculpem, estamos retidos longe do orfanato. Desculpem-me... os maiores ajudam os menore...