O Diabo Mesquinho Fiodor Sologub Editora Kalinka, 2008 384 páginas Depois da missa de domingo os paroquianos dispersaram-se para voltar às suas casas. Alguns pararam diante do muro da igreja, atrás das paredes brancas de pedra, sob as velhas tílias e os bordos, e ficaram conversando. Todos estavam arrumados para o domingo e se entreolhavam afavelmente, e parecia que nesta cidade se vivia em paz e amizade. E até com alegria. Mas isso apenas parecia. Peredónov, professor do ginásio, conversava numa roda de amigos - com os olhinhos inchados por atrás dos óculos de armação dourada, ele olhava sombriamente para os seus interlocutores e dizia: - A própria princesa Voltchanskaia prometeu à Vária, isso já é certo. "Assim que se casarem", disse ela, "consigo de imediato um cargo de inspetor para ele". Voltando aos russos, depois de Guerra e Paz... Fiodor Sologub (1863-1927) foi apresentado ao leitor brasileiro em 2008, na estreia da editora Kalinka, ...
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