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Mostrando postagens com o rótulo Flaubert

Madame Bovary, de Gustave Flaubert (II)

Depois do clássico, vale a pena ler A orgia perpétua: Flaubert e Madame Bovary , de Mario Vargas Llosa: um estudo completo da obra, em três aspectos: - o impacto que o romance lhe causou como leitor - algo que sempre me interessa: Um punhado de personagens literários marcou minha vida de maneira mais duradoura que boa parte dos seres de carne e osso que conheci (...) Nesse círculo heterogêneo e cosmopolita, bando de fantasmas amigos que se renova segundo as épocas e o humor - hoje eu mencionaria de imediato D'Artagnan, David Copperfield, Jean Valjean, o príncipe Pierre Berzúkhov, Fabrice del Dongo, os terroristas Tchen e o Professor, Lena Grove  o condenado alto - ninguém mais persistente e com quem tenha tido uma relação mais claramente passional que Emma Bovary. - a análise detalhada da obra, desde sua concepção, sua estrutura, as influências da realidade e dos autores que Flaubert leu durante os anos de construção do seu romance, além, claro, de aspectos da vida do ...

Madame Bovary, de Gustave Flaubert (I)

Um exemplo dos mais didáticos sobre como literatura não se resume a enredo: um adultério envolvendo personagens provincianos. Ao menos no Brasil, gerações de estudantes de ensino médio são estimuladas a passar ao largo de um dos maiores romances já escritos; a "'maravilha do mundo' entre todos os romances", "o primeiro romance rigorosamente construído como um poema", cuja "releitura e re-releitura sempre fazem descobrir concatenações inesperadas", dizia Carpeaux. Em Flaubert, o estilo é o grande destaque; o trabalho de ourivesaria na construção das frases, da preocupação em encontrar a palavra correta. Poucas vezes isso será tão evidente como em Madame Bovary e, neste romance, em momentos como o da descrição da exposição agrícola - os anúncios dos prêmios para o progresso - e as conversas entre Emma e Rodolphe, o primeiro de seus amantes (que dela irá se livrar sem maiores arrependimentos). Um falando platitudes sobre a política, o outro, ...

Conto da semana - Flaubert

  O conto da semana é de Flaubert: Passion et Vertu , escrito em 1837 (aos 16 anos) e pouco lembrado (somente foi publicado em 1910) é considerado por muitos um esboço do que viria a ser sua obra maior, Madame Bovary. Talvez este seja o maior interesse que o conto desperta, principalmente para a crítica. Para muitos, ainda, o enredo é baseado em um caso judicial da época. Flaubert estudou Direito, mas desistiu de tudo para se dedicar exclusivamente à literatura. Mazza Willers é uma mulher casada e mãe de dois filhos mas, como diz o autor, la vertu s’evapore bien vite au sourire d’une bouche q’uon aime... E eis que é seduzida por Ernest Vaumont, um verdadeiro Don Juan, que irá abandoná-la, fugindo para a América (sempre ela... no caso, para o México...). E não quer saber de suas cartas melosas (atrapalhando o seu trabalho), agora que vive numa bela casa, e a aconselha a esquecê-lo. Para falar a verdade, está mesmo é interessado na filha do diretor da empresa, uma charmant...