sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Madame Bovary, de Gustave Flaubert (II)

Depois do clássico, vale a pena ler A orgia perpétua: Flaubert e Madame Bovary, de Mario Vargas Llosa: um estudo completo da obra, em três aspectos:

- o impacto que o romance lhe causou como leitor - algo que sempre me interessa:

Um punhado de personagens literários marcou minha vida de maneira mais duradoura que boa parte dos seres de carne e osso que conheci (...) Nesse círculo heterogêneo e cosmopolita, bando de fantasmas amigos que se renova segundo as épocas e o humor - hoje eu mencionaria de imediato D'Artagnan, David Copperfield, Jean Valjean, o príncipe Pierre Berzúkhov, Fabrice del Dongo, os terroristas Tchen e o Professor, Lena Grove  o condenado alto - ninguém mais persistente e com quem tenha tido uma relação mais claramente passional que Emma Bovary.

- a análise detalhada da obra, desde sua concepção, sua estrutura, as influências da realidade e dos autores que Flaubert leu durante os anos de construção do seu romance, além, claro, de aspectos da vida do autor até a análise do texto propriamente dito.

- o legado de Madame Bovary.

Escrito em 1974, quando o autor já havia lido Madame Bovary pelo menos seis vezes, nunca iguais (coisa que só quem costuma reler clássicos percebe), trata-se de um grande tributo de Vargas Llosa a seu mestre.

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