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Rubem Fonseca - Belinha

O último conto da semana de 2012 é brasileiro - Belinha, de Rubens Fonseca, parte do número de dezembro da Words Without Borders, e que pode ser lido,  obviamente em português, aqui. Pode deixar, eu disse, e o Despachante continuou, lembra da Glock e da merda que deu?, como se eu fosse esquecer o crioulo que fingia que morava nas pedras com as baratas mas não era do ramo e cheirava a sabonete perfumado e tinha um relógio granfa no pulso e quando meteu a mão na cintura para tirar a ferramenta dei-lhe um tiro na cabeça e fiquei com a arma dele, uma Glock 18, automática, uma beleza, a melhor coisa que a Áustria deu ao mundo. Mas era quente e quando me pegaram com ela me encheram de porrada, quebraram dois dentes aqui da frente e um dedo da mão, pois queriam que eu confessasse que tinha matado o crioulo e que se eu dissesse quem tinha me contratado eles aliviavam a minha barra, mas não abri o bico  não confessei porra nenhuma. Um final que me lembra Nelson Rodrigues. .. ...

Conto da semana, de Rubem Fonseca

As coisas que um corcunda é capaz de fazer para que uma mulher se apaixone por ele. O conto da semana é brasileiro, e pode ser lido  aqui.  O primeiro romance de Rubem Fonseca que li foi Agosto , antes de virar minissérie. Este O Corcunda e a Vênus de Botticelli mostra o que um sujeito como o corcunda faz para realizar suas conquistas com as mulheres. O bilhe­te: Suspeito que leu pouca poe­sia. Você lê os ­livros na praça e vai pulan­do pági­nas, devem ser con­tos, nin­guém lê poe­sia assim. Preguiçosos gos­tam de ler con­tos, aca­bam um conto na pági­na vinte e pulam para aque­le que está na pági­na qua­ren­ta, no fim leem ape­nas uma parte do livro. Você pre­ci­sa ler os poe­tas, nem que seja à manei­ra daque­le escri­tor malu­co para quem os ­livros de poe­sia mere­cem ser lidos ape­nas uma vez e ­depois des­truí­dos para que os poe­tas mor­tos deem lugar aos vivos e não os dei­xem petri­fi­ca­dos. Posso fazer você enten­der de poe­sia, mas terá que ler os ­l...