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Rubem Fonseca - Belinha

O último conto da semana de 2012 é brasileiro - Belinha, de Rubens Fonseca, parte do número de dezembro da Words Without Borders, e que pode ser lido, obviamente em português, aqui.

Pode deixar, eu disse, e o Despachante continuou, lembra da Glock e da merda que deu?, como se eu fosse esquecer o crioulo que fingia que morava nas pedras com as baratas mas não era do ramo e cheirava a sabonete perfumado e tinha um relógio granfa no pulso e quando meteu a mão na cintura para tirar a ferramenta dei-lhe um tiro na cabeça e fiquei com a arma dele, uma Glock 18, automática, uma beleza, a melhor coisa que a Áustria deu ao mundo. Mas era quente e quando me pegaram com ela me encheram de porrada, quebraram dois dentes aqui da frente e um dedo da mão, pois queriam que eu confessasse que tinha matado o crioulo e que se eu dissesse quem tinha me contratado eles aliviavam a minha barra, mas não abri o bico  não confessei porra nenhuma.

Um final que me lembra Nelson Rodrigues...

Uma semana sem o conto da semana, que volta no dia 9 de janeiro.


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