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Joseph Roth e Stefan Zweig

Um lançamento que, espero, chegue logo por aqui: Joseph Roth: A Life in Letters, organizada e traduzida por Michael Hofmann. A versão Kindle está a cerca de 18 dólares, mas é o tipo do livro que espero comprar na versão "analógica"...

No artigo de Mark Falcoff (em inglês, aqui), Roth (1894-1939) é tido como um dos últimos europeus cosmopolitas, uma espécie curiosa que circulava em torno dos cafés. Ambos sucumbiram à Segunda Guerra. Roth, que se dizia um judeu na Áustria, um austríaco na Alemanha, um alemão na França. As cartas revelam um homem confuso e infeliz, bastante cético em relação ao comunismo; não acreditava na perfeição da democracia burguesa e chamava os socialdemocratas de dragões desdentados.

Stefan Zweig, Joseph Roth, 1936
Zweig e Roth, 1936

Por volta de 1928 entrou em contato com Stefan Zweig (1881-1942), iniciando uma correspondência que domina boa parte do livro. Dois europeus de um mundo que desapareceu como os dinossauros: o europeu cosmopolita, sentindo-se em casa em vários países e, até 1919, acima das fronteiras nacionais. Não se pode esquecer que Viena era a capital de um império que reunia 17 idiomas diferentes. A correspondência termina em janeiro de 1939, poucos meses antes da trágica morte, quando Roth já estava perdido para o alcoolismo.

O grande romance de Roth é A Marcha Radetzky - a música aparece no final do filme Coronel Redl (1985), de Isztvan Szábo com Klaus Maria Brandauer. Não sei se é encontrável por aqui; outro que li foi Jó, que conta a história de Mendel Singer, foi publicada por aqui pela Companhia das Letras. 

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