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Mostrando postagens com o rótulo Literatura: Macedônia

A Irmã de Freud, de Goce Smilevski, no Brasil

Finalmente, A irmã de Freud, de Goce Smilevski, que já apareceu no blog (aqui) , chega pela Bertrand Brasil.  O primeiro capítulo está disponível  aqui.

Conto da semana, de Zarko Kujundziski

O conto da semana está na BEF 2013 - na próxima semana será lançada a edição de 2014, desta vez editada pelo John Banville. When the Glasses are Lost.  O autor é Zarko Kujundziski (1980), que narra um incidente num elevador, que fica parado por toda uma noite. Os trechos foram traduzidos "livremente" (se é que isso existe) por mim. Era um verão escaldante quando, de repente, tudo parou. A pequena menina e seu pai empalideceram; talvez o pai estivesse ainda mais apavorado que a menina. Ela não era capaz de reconhecer o medo real, nem estava a par do perigo da situação (...) Personagens sem nome, presos num elevador por muito tempo - passam a madrugada inteira nele, sem saber exatamente o que lhes irá acontecer. Os outros passageiros começaram a mostrar que a temperatura, que deveria ser regulada pelo sistema de ventilação, estava aumentando em ondas, cada uma ainda mais insuportável que a última; eles tinham que fazer algo a respeito. O conto aborda como...

A Irmã de Freud, de Goce Smilevski

Mais um romance lido via Kindle, mas que já tem seus direitos vendidos no Brasil, devendo ser lançado por aqui em 2013; segundo o autor, pela Bertrand Brasil. O romance, vencedor do prêmio da União Europeia de 2010, é narrado por Adolfina Freud, uma das irmãs de Sigmund. Nunca li nada sobre psicanálise ou algo semelhante; meu interesse no livro veio de uma amostra - os  14 Pequenos Gustavos,  publicada na antologia BEF. Adolfina tinha um único conforto e alívio durante sua infância - ela que sempre foi rejeitada pela mãe, que lamentava o fato de ela não ter morrido: a companhia de seu irmão Sigmund. Sobre ele, há muita discussão sobre seu caráter: talvez a maior crítica seja justamente o fato de não ter tido perspicácia para perceber o perigo que Hitler representava. Ao menos era o que ele mesmo dizia; que os alemães logo se dariam conta de sua loucura e o defenestrariam da Chancelaria. Ele sempre disse às irmãs que não havia motivo para preocupações, mesmo vivendo...

14 Pequenos Gustavos, de Goce Smilevski

Goce Smilevski (1975) aparece na BEF 2010 com "Quatorze Pequenos Gustavos". Na verdade, é um trecho de seu romance A Irmã de Freud , que deve aparecer no Brasil em breve, pela Bertrand Brasil. Antes disso, falaremos do livro aqui (via Kindle). O conto da semana, portanto, não é exatamente um conto, mas pode ser lido como um. Smilevski explora um lado pitoresco e pouco conhecido de Gustav Klimt (1862-1918): o infeliz pintor teve quatorze filhos, com quatorze mulheres diferentes. Smilevski imaginou-os ainda como quatorze Gustavos. Klimt, quando morreu, deixou quatorze pequenos Gustavos Para Klimt, a cama era um campo de batalha - um lugar onde prazer e raiva tornam-se indistintos: It was the models who posed for him, the women he met at the receptions held at his patrons' housesm the prematurely aged women who looked ten years older than they actually were and who cleaned his studio, it was these women who gave birth to his children, and all these children...