Digerindo Penas Flavio Aquistapace Editora Patuá, 2012 Ao adquirir uma grave doença, um câncer, por exemplo, sem saber ao certo sua extensão e nem mesmo se ele o torna um paciente terminal, embora tudo paulatinamente indique que sim, confinando-o lentamente entre hipóteses tão mais absurdas porque mais palpáveis e concretas, subitamente, você se vê submetido a uma obsessão, uma loucura pela cura. Nada mais interessa em sua vida e, todo o seu tempo é, de uma hora para a outra, reordenado e regido na sua pulsão maior pelo corpo íntegro, distinto do que o ataca, o defenestra, despedaça. (p. 14-15) Uma obra de difícil classificação é Digerindo Penas, de Flavio Aquistapace, pela Editora Patuá, parceira da Biblioteca. Sim, um romance. Mas não um romance convencional. Com referências a Kafka, Pessoa e Buber, entre outros, o autor passa rapidamente do romance para o teatro, o conto, a poesia e mesmo a correspondência, construindo uma obra altamente fragment...
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