sexta-feira, 8 de abril de 2011

Eu e o Kindle

Alberto Manguel já escreveu um livro sobre as bibliotecas (incluindo a sua) e outro sobre os livros que lia à medida em que arrumava a sua (levou um ano para isso!), em Poitiers, numa construção medieval. Tendo que me contentar com a realidade de apartamento e filhos, o Kindle já representa uma revolução. Desde novembro passado, me sinto absolutamente à vontade para comprar e ler aquilo que muitas vezes encontramos na livraria, mas pensamos: "Vale a pena ocupar espaço lá em casa com essas oitocentas páginas?"

No final do ano passado, a uma semana da divulgação do Booker Prize, os finalistas já estavam todos disponíveis pela Amazon. Para quem gosta de literatura em língua inglesa contemporânea, é perfeito. Há clássicos que ainda (que eu saiba) não foram editados no Brasil (ou já se esgotaram), como a Marcha Radetzky, de Joseph Roth (austríaco que não tem qualquer relação com o Philip Roth).

Há um fato curioso: somos leitores "Latin America&Caribe". Os livros estão disponíveis para regiões específicas. E, ironia do destino, o livro do americano Benjamin Moser, sobre a Clarice Lispector, não está disponível para nós...

Mas, vamos lá; no momento, estou lendo The Finkler Question, de Howard Jacobson, vencedor do Booker 2010. Falo dele no próximo post.

Um comentário: