Pular para o conteúdo principal

A dama do cachorrinho


O vídeo é do filme "A Dama do cachorrinho", de 1960; produção russa (soviética) que comemorou o centenário de nascimento de Anton Tchekov (1860-1904). Esta é a primeira das nove partes. Dirigido por Iosif Kheifits, com Aleksey Batalov (Gurov) e Iya Sawina (Anna Sergueyovna).

Tenho especial carinho pelo gênero conto. E, falando em contos, Tchekov é presença obrigatória. Seus contos são sempre breves; Tchekov cria atmosferas com poucas palavras. Neste sentido, é bem diferente de Tolstoi (que também será presença constante neste blog...). No Brasil, suas peças são encenadas com frequência (Tio Ványa, O Jardim das Cerejeiras, Três Irmãs).

Dmitri Dmitrich Gurov descansa em Yalta. Casado e com filhos, passa a trair a esposa e, após tantos casos sem importância, passa a encarar as mulheres com cinismo. Situação que, claro, irá mudar com a chegada à cidade de uma mulher que passeia com seu cachorrinho - Anna Segueyovna. Após iniciado o affair, ela retorna a S. e ele, a Moscou, e a história parece ter se encerrado. No entanto ...

Comentários

  1. Olá, Fábio. Gostei do vídeo. Esse conto de Tchekhov é famoso, não? Ainda não o li, estou começando a conhecer esse autor agora e gosto muito do estilo. Abraços.

    ResponderExcluir
  2. Sim, há uma edição muito boa da Editora34, com tradução direta do russo - A Dama do Cachorrinho e outras histórias. Abraços, Fabio.

    ResponderExcluir
  3. A cultura do amigo Fábio é tão rica quanto à literatura russa (Dostoiévsky, Pushkin, Tolstói, Tchekhov, etc).
    Conheci a Rússia no mês passado e a riqueza daquele país, sua bonita (e bélica) história e a profusão de mulheres bonitas, chamam a atenção.
    Parabéns Fábio pelo blog. Elcio

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

O conto da semana, de Italo Calvino

O conto da semana é novamente de Calvino – Quem se contenta – e integra Um General na Biblioteca : Havia um país em que tudo era proibido. Ora, como a única coisa não-proibida era o jogo de bilharda, os súditos se reuniam em certos campos que ficavam atrás da aldeia e ali, jogando bilharda, passavam os dias. E como as proibições tinham vindo paulatinamente, sempre por motivos justificados, não havia ninguém que pudesse reclamar ou que não soubesse se adaptar. Passaram-se os anos. Um dia, os condestáveis viram que não havia mais razão para que tudo fosse proibido e enviaram mensageiros para avisar os súditos que podiam fazer o que quisessem. Os mensageiros foram àqueles lugares onde os súditos costumavam se reunir. - Saibam – anunciaram – que nada mais é proibido. Eles continuaram a jogar bilharda. - Entenderam? – os mensageiros insistiram – Vocês estão livres para fazerem o que quiserem. - Muito bem – responderam os súditos – Nós jogamos bilharda. Os mensagei...

A Montanha Mágica, de Thomas Mann

  Meu primeiro Thomas Mann foi Os Buddenbrooks , ainda durante a faculdade. Alguns anos depois, a trilogia José e seus Irmãos, As confissões do Impostor Felix Krull, A Morte em Veneza e, recentemente, Doutor Fausto. Mas faltava o que para muitos é o seu melhor trabalho.  A descoberta do Raio X, em 1895, permitiu o diagnóstico precoce da tuberculose, ainda que, em 1907, a única forma de tratá-la era a internação em sanatórios.  Thomas Mann acabara de publicar  A Morte em Veneza  quando, acompanhado de sua esposa, esteve em Davos. Lá surge a ideia para  A Montanha Mágica. O Sanatório Berghof hospeda uma amostra d a sociedade europeia do início do século XX. Lá está Joachim Ziemssen. E é para lá que o engenheiro Hans Castorp, exausto com seus estudos e prestes a iniciar sua vida profissional, se dirige. Saudável – ao menos é o que pensa - sua ideia é visitar o primo e passar cerca de três semanas. Ao longo das mais de 820 páginas da minha edição da Companhia d...

Conto da semana, de Jorge Luis Borges - Episódio do Inimigo

Voltamos a Borges. Este curto Episódio do Inimigo está no 2º volume das Obras Completas editadas pela Globo. É um bom método para se livrar de inimigos: Tantos anos fugindo e esperando e agora o inimigo estava na minha casa. Da janela o vi subir penosamente pelo áspero caminho do cerro. Ajudava-se com um bastão, com o torpe bastão em suas velhas mãos não podia ser uma arma, e sim um báculo. Custou-me perceber o que esperava: a batida fraca na porta. Fitei-o, não sem nostalgia, meus manuscritos, o rascunho interrompido e o tratado de Artemidoro sobre os gregos. Outro dia perdido, pensei. Tive de forcejar com a chave. Temi que o homem desmoronasse, mas deu alguns passos incertos, soltou o bastão, que não voltei a ver, e caiu em minha cama, rendido. Minha ansiedade o imaginara muitas vezes, mas só então notei que se parecia de modo quase fraternal, com o último retrato de Lincoln. Deviam ser quatro da tarde. Inclinei-me sobre ele para que me ouvisse. - Pensamos que os anos pa...