sexta-feira, 20 de maio de 2016

Boris Schnaiderman (1917-2016)

 

Nascido na Ucrânia, chegou ao Rio em 1925, era o mais novo dos grandes tradutores que o Brasil "ganhou" com o nazismo e a Segunda Guerra (lembrem-se de Paulo Rónai, Herbert Caro etc). Quando criança, assistiu às gravações d' O Encouraçado Potemkin, de Eisenstein. E participou como sargento da FEB, entre 1944 e 1945.

Devemos a ele o fim das traduções dos clássicos russos "a partir da versão francesa" , que destruía Dostoievski, Tólstoi, Pasternak, Puschkin, Tchekov... O governo russo reconheceu seu trabalho em 200, outorgando-lhe a Medalha Puschkin. Iniciou o curso de Língua e Literatura Russa na USP, que hoje produz excelentes tradutores - situação privilegiada do Brasil, quem diria...

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