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O Obituário de Deus, de Fernando Paiva

O conto da semana é brasileiro, e pode ser lido aqui. Em forma de obituário de jornais e revistas, Paiva nos comunica a morte do pai da Arquitetura Genética, Allan J. Winchmaster. Conhecido como Deus. 
As regras que criou lembram as Três Leis dos Robôs de Isaac Asimov: todos os seres desenhados são estéreis; todos devem ser menos inteligentes que o homem; todos devem estar em eterno cativeiro. O Tratado internacional lembra o de não proliferação de armas nucleares. 
Como toda grande descoberta, foi usada indevidamente para fins militares, com a criação dos guerreiros ortopédicos kamikazes... e as inteligências, cada vez mais desenvolvidas, ameaçavam a segunda lei e a própria sobrevivência humana.
Por fim, Deus, perseguido por religiosos e pela indústria, é protegido pelo serviço secreto britânico. 
O conto evidencia mais uma vez a capacidade criativa do homem e a incapacidade de controlar os resultados. O avanço tecnológico é visto como o que é - uma evolução, não necessariamente positiva ou negativa. 
O filho mais novo do cientista é ainda considerado por muitos uma nova espécie de humano, com genes potencializadores da inteligência, solidariedade e bondade, e redutores da ambição e do egoísmo. Definitivamente, não é um humano.



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