quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O fim dos clássicos?

Há dois dias conversava com um amigo sobre a morte dos clássicos, ao menos no Brasil. Este artigo, que pode ser lido em inglês, aqui, mostra que o problema não se resume a estas terras. Pois o departamento de inglês da UCLA decidiu, em 2011, que não há necessidade de ler Chaucer, Shakespeare ou Milton, para horror de muitos. O autor do artigo é ex-editor da Enciclopédia Britânica e está claramente neste grupo. O texto segue afirmando que, agora, bastam textos didáticos e antologias, apresentando trechos de um ou outro autor, com longos ensaios acadêmicos e "pós-modernismos impenetráveis". Troque suas edições baratas de Hamlet por um "calhamaço contendo pouca literatura e um monte de besteira".


Essa discussão rende. Por aqui, há muitos anos bastava ler resumos de livros nas escolas - e se você ousasse ler a obra indicada era visto como estranho até mesmo por alguns professores. Agora dá para substituir o resumão pelo filme ou a wikipedia. Um professor de francês já me disse que, nas faculdades de Letras, a maioria dos alunos não leu (e obviamente sai sem ter lido) a imensa maioria das obras que ele leu nos tempos gloriosos de sua escola pública. 

Um comentário:

  1. (RE)LER CLASSICOS. APOS TODA ESSA LITERATURA DE SUPERFICIE, SAUDADES DOS LIVRÕES (OU MEGABITES INFINITOS) DOS ROMANCISTAS DOS SECULOS PASSADOS. E.

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