sábado, 16 de fevereiro de 2013

Marco Lucchesi

Minha avó me falava, por exemplo, de Orlando e de seu cavalo Brigliadoro, de Angélica, de Medoro e de Agramante. E, depois, eu os reencontrei, a todos, transformados, no Quixote. Mas a explosão, o terremoto, veio aos meus 12 anos, com Dostoiévski Com Humilhados e ofendidos. No calor do Rio de Janeiro. O Rio pegava fogo e eu ouvia aqueles samovares chilreando em pleno verão. Eu lia em casa, deitado na cama. Sou um homem que está sempre deitado na cama, um homem que já nasceu preguiçoso. Sou muito preguiçoso de postura, talvez dê para se perceber. E eu lia sempre na cama, com muitas lágrimas nos olhos. Chorava, chorava. Lembro de todas as personagens — ou de quase todas. A minha é uma história comum, como muitas outras.

"Por que a gente tem que ter três, quatro poetas? Três poetas que digam tudo no Brasil? Não temos três poetas. Temos trezentos. É melhor para todo mundo, não é?"

No Paiol Literário, promovido pelo jornal literário Rascunho, da Gazeta do Povo, de Curitiba, uma conversa com o acadêmico Marco Lucchesi, que pode ser lida aqui.

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