sábado, 21 de fevereiro de 2015

O Jogo da Imitação (2014), de Morten Tyldum


Oscar combina com Segunda Guerra e Inglaterra. Excelente o filme, com destaque óbvio para Benedict Cumberbatch, no papel de Alan Turing (1912-1954). Um matemático genial que lidera um grupo de nerds dedicados a desvendar o Enigma, código criptografado nazista tido como inquebrável.

A história, a esta altura do campeonato - véspera do Oscar - é por todos conhecida. Destaques para Cumberbatch e Keira Knightley. Charles Dance como Denniston também está muito bem, e seu nariz empinado trava um duelo com o gênio de Alan por todo o filme. 

O interesse maior fica na insuperável capacidade de Turing em matemática e criação de antipatias. A confiança de Stewart Menzies no trabalho do gênio se justifica na parte final do filme - e de forma bastante cruel. 

A questão é: a quebra do código não resolveria todos os problemas; pelo contrário: o que fazer com as informações? Os alemães não poderiam desconfiar que seu segredo fora desvendado, ou todo o trabalho teria se tornado inútil. Coube ao comando dos aliados (sim, a esta altura até os soviéticos já sabiam do projeto) "escolher" o que aceitar como baixas de guerra e o que poderia ser evitado com uma justificativa que não levantasse suspeitas entre os alemães.

O trágico destino de Alan, que cometeu suicídio (com o cianureto da primeira cena), é considerado uma das vergonhas do Reino Unido. Completamente destruído pelos remédios a que foi forçado a tomar para evitar uma prisão e efetivar a castração química, era incapaz de segurar uma caneta para resolver palavras cruzadas. Ser o pai dos computadores e herói da Segunda Guerra não lhe rendeu muitos frutos em vida. 

Um comentário:

  1. Não muito desenvolvida foi a hipótese do nosso herói ter trabalhado para os soviéticos. Não há provas mas tb há possibilidades... E.

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