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Revista Samizdat, nº 42


RECOMENDAÇÃO DE LEITURA
Kappa, Edweine Loureiro
AUTOR EM LÍNGUA PORTUGUESA
História de menina e moça, Bernardim Ribeiro
CONTOS
És feliz, Joaquim Bispo
Dúvida, Leandro Luiz
Confissões a Santo Antonio, Claudia Isadora Fernandes de Oliveira
Sem Fim, Yvisson Gomes dos Santos
O espelho, Priscila Queiroz
Introdução ao corpo nu, João Gilberto Engelmann
De se comer com os olhos, Caio Russo
A menina dos amores trancados, Fernando Sousa Leite
O enCanto da sereia da baía, Luísa Fresta
Lucas pensa que não é possível, Anderson F. Freixo
Passos no telhado, Cinthia Kriemler
Buraco negro, Mario Filipe Cavalcanti
Trívia, Chris Sevla
Abate, Guilherme Scalzilli
Segundo, Volmar Camargo Junior
ARTIGO
4 Razões por que todo escritor deveria ir à Feira do livro de Frankfurt pelo menos uma vez na vida, Henry Alfred Bugalho
TEORIA LITERÁRIA
O Túnel de Ernesto Sábato, por ele mesmo, Tatyanny Souza do Nascimento
CRÔNICA
Do atum ao mate, Ana Beatriz Manier
POESIA
Reverberar, Francisco da Silva
Do destino à origem, J. Maffeis
Quatro improvisos, Leonardo Alves
Pueril, Ju Blasina
Consequência, Gilmar Ricarte de Almeida





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O conto da semana, de Italo Calvino

O conto da semana é novamente de Calvino – Quem se contenta – e integra Um General na Biblioteca : Havia um país em que tudo era proibido. Ora, como a única coisa não-proibida era o jogo de bilharda, os súditos se reuniam em certos campos que ficavam atrás da aldeia e ali, jogando bilharda, passavam os dias. E como as proibições tinham vindo paulatinamente, sempre por motivos justificados, não havia ninguém que pudesse reclamar ou que não soubesse se adaptar. Passaram-se os anos. Um dia, os condestáveis viram que não havia mais razão para que tudo fosse proibido e enviaram mensageiros para avisar os súditos que podiam fazer o que quisessem. Os mensageiros foram àqueles lugares onde os súditos costumavam se reunir. - Saibam – anunciaram – que nada mais é proibido. Eles continuaram a jogar bilharda. - Entenderam? – os mensageiros insistiram – Vocês estão livres para fazerem o que quiserem. - Muito bem – responderam os súditos – Nós jogamos bilharda. Os mensagei...

Conto da semana: Nikolai Karamzin

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