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Borges, anarquista conservador

É como o próprio Borges se definiu, numa curiosa entrevista a um garoto que precisava fazer um trabalho escolar. A entrevista saiu na edição brasileira do El País.

Um trecho:

Como o senhor imagina o futuro da Argentina?
Quero pensar que já terei morrido, mas acredito que vamos ladeira abaixo. Eu já não tenho esperança. Vocês são jovens, talvez tenham esperanças. Eu já não tenho nenhuma.
Muitas declarações suas geram polêmica, e há quem acredite que o senhor procura justamente esse efeito...
Claro que não! Quem pensa isso não me conhece em nada.
Para terminar, o senhor gostaria de nos deixar algum conselho ou mensagem?
Eu não soube administrar minha vida, então não posso dirigir a vida dos outros. Minha vida foi uma série de equívocos. Não posso dar conselhos. Ando um pouco à deriva. Quando penso no meu passado, sinto vergonha. Eu não transmito mensagens, os políticos transmitem mensagens.

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