quinta-feira, 10 de março de 2016

Uma filha de Eva, de Balzac

Image illustrative de l'article Une fille d'Ève

É o último texto de Balzac do segundo volume da edição organizada por Paulo Rónai, para quem "o principal interesse do romance talvez seja devido à habilidade com que Balzac conduz a sua heroína ao longo do precipício, mantendo até o fim a atmosfera do perigo". Chama atenção, também, para o reaparecimento de diversos personagens que já andaram por aqui - o conde de Granville (Uma dupla família), por exemplo. 

A alta sociedade de Paris é o meio onde se passa a narrativa. O conde de Granville e sua esposa deram origem a duas filhas que mal conseguiam sobreviver em seu meio. 

A mãe lhes conferiu educação excessivamente rigorosa a tal ponto de Maria Angélica e Maria Eugênia não estarem aptas à vida adulta - só foram a bailes com a idade de dezesseis anos, e isso mesmo só quatro vezes por ano, em casas bem selecionadas.

E conhecemos Nathan, famoso escritor, um tremendo mau-caráter, amante por anos de Florine, que tenta conquistar Maria Angélica, agora a condessa de Vandenesse. Mas a história não é das que melhor sobreviveram ao autor.



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