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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Os grandes livros que você não leu

Você concorda que "a vida é muito curta para ler livros muito compridos"? Este artigo publicado no El País Brasil traz novamente a discussão. Dos que li (ou tentei), passei por Crime e Castigo e As aventuras do bom soldado Svejk. Mas não consegui ir adiante com Cervantes.

A Divina Comédia está em andamento. Leitura em conjunto com a biografia de Dante de Barbara Reynolds.

A questão é: qual o livro que "todos" leram, menos você, que o largou no meio? Aquele que, como já dizia Millôr, depois que você larga, não consegue pegar mais?

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O Homem mais procurado (2013), de Anton Corbijn

O Homem Mais Procurado (2014) Poster

Para quem gosta de filmes de espionagem, o bom e velho John le Carré está de volta, agora sob a direção do (para mim) desconhecido Anton Corbijn. Um dos últimos filmes de Philip Seymour Hoffman (no papel do alemão Gunther Bachmann).

Nunca li Le Carré, mas assisti a diversos filmes baseados em sua obra. O que mais me deu raiva foi A Casa da Rússia, que consegui ser confuso com Sean Connery, Michelle Pfeiffer e Klaus Maria Brandauer. A culpa, claro, não foi de Le Carré, mas o diretor bem que poderia passar um tempo sendo interrogado pelos serviços de inteligência.

Aqui, o resultado é outro - o filme é ótimo. Sai Moscou, entra Hamburgo.

Como fruto de Le Carré, a história nunca é preto-e-branco (diversas agências de inteligência tentando passar a perna umas nas outras, por exemplo); há uma dúvida até os últimos instantes - na verdade, duas, envolvendo o imigrante checheno Issa Karpov e o badalado Abdullah, que vive dando palestras e é um senhor respeitabilíssimo. Os muçulmanos são muitos e não compõem um mundo monolítico.

Bachmann pertence a uma agência de inteligência alemã, que já foi passado para trás pelos "colegas" americanos (em quem não confia). Está de olho em Issa e desconfia tremendamente de Abdullah - e usa um para chegar ao outro. Issa é ajudado por uma advogada (Rachel McAdams). Willem Dafoe tem papel coadjuvante, e Daniel Brühl também dá as caras, na equipe alemã.

PS. Sabendo como as coisas terminaram, é quase impossível dissociar Bachmann de Hoffman (gordo, fumando o tempo todo, com um ar de quem não está suportando mais nada)...

Magia ao Luar, de Woody Allen





Colin Firth é o escolhido para fazer Woody Allen - Stanley Crawford ou Wei Ling Soo, um "mestre chinês" ilusionista. Um velho amigo, também mágico, pede sua ajuda: Crawford é conhecido por desmascarar mediuns picaretas por toda a Europa. Desta vez, porém, terá de enfrentar Sophie Baker (Emma Stone) e sua mãe, hospedadas na residência dos multimilionários Catledge. 

Brice Catledge está apaixonado por Sophie, e passa os dias tocando e compondo músicas de amor insuportavelmente chatas e cafonas - cada aparição do mancebo rende risos na plateia. Stanley não esconde sua rabugice e má-vontade para com a moça - um certo desprezo. Um racionalista absoluto - claro, caricatural - com uma confiança inabalável em seu intelecto.

Evidentemente, as coisas não serão tão fáceis assim - e é previsível o que acontece entre eles... e seu cérebro acaba capitulando diante de Sophie. Até que ponto o sujeito acredita no que vê ou no que quer? O final, claro, se dá numa rápida guinada, e o cérebro de Stanley salva seu hospedeiro.

Curiosamente, lembra duas obras do diretor que não tem nada de comédia - Match Point e O Sonho de Cassandra - inclusive pela foma como se dá a conclusão do enredo. Mais um conto de Woody Allen na tela.


Camões na Rússia

Daria um belo conto: o sujeito, em São Petersburgo, pela primeira vez concluía a tradução d'Os Lusíadas para sua língua materna, quando  as tropas alemãs iniciam o cerco à então Leningrado...

O tradutor, Mikhail Travtchetov, entregou sua versão à editora Gossizdat em 1940, mas não foi possível publicá-lo, devido ao bloqueio à cidade. Ao que consta, Travtchetov recusou-se a sair da cidade e lá morreu em dezembro de 1941, não se sabe se de fome ou em combate. Seu traduzido também não teve muita sorte - Camões morreu pobre e esquecido.

Após a guerra, sua irmã lutou para a publicação da tradução. 

O que somente ocorreu nesta terça, dia 17.



sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Ferreira Gullar na ABL

Saindo da Academia Sueca, vindo para a Brasileira. Na Folha de S. Paulo, G1 e Estadão.

Modiano volta ao Brasil pela Record



A editora Record adquiriu os direitos para a reedição das obras do Nobel Patrick Modiano - uma meia dúzia de seus livros havia sido publicada pela Rocco, mas estão fora de catálogo já há muitos anos. Não foi divulgado o nome do tradutor ou mesmo a data de previsão de lançamento.

Se serve de consolo, muitos jornalistas e escritores americanos aproveitaram a escolha para atacar o mercado editorial dos EUA - onde, ao que consta, cada vez se investe menos em traduções. Já na França, claro...

Patrick Modiano, lauréat du prix Nobel de littérature 2014, est l'auteur d'une trentaine de romans.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014